quarta-feira, 9 de maio de 2012

A Bola: "James McClean ameaçado de morte"

A questão irlandesa é, ainda nos dias de hoje, uma questão mal resolvida, nomeadamente na região do Ulster, Irlanda do Norte, que vive numa grande divisão entre a sua população sob a capa da religião e do nacionalismo... os Republicanos irlandeses de religião católica de um lado, correspondendo a cerca de 43% da população, e os Unionistas britânicos de fé protestante, com certa de 37%, estão do outro lado. A quem se deve esta divisão? Fácil... a séculos de subjugação cruel por parte dos ingleses.
Figura 1- Ilha da Irlanda.
A República da Irlanda ou, na sua língua nativa (o Gaélico), Éire, teve uma história conturbada até chegar à sua independencia, muito devido ao seu vizinho inglês da Grã-Bretanha. Em 1171, a ilha da Irlanda é invadida pelo exército inglês de Henrique II, numa demonstração de poder real no contexto do feudalismo, subjugando a nobreza irlandesa à sua suserania e sujeitando o território às leis inglesas pelo Tratado de Windsor (1175). Em 1534, Henrique VIII, através do "Ato de Supremacia", declara-se como único chefe supremo da Terra da Igreja da Inglaterra, ao qual se seguiu o "Ato de Traição", que implicava a pena de morte a quem não reconhecesse a autoridade régia. A animosidade irlandesa em relação ao invasor cresceu em torno de uma profunda devoção católica, existindo focos de forte contestação ao poder inglês que foram controlados pela força durante o reinado de Henrique VIII. A ilha foi declarada como um reino em 1541, passando Henrique VIII a intitular-se também como Rei da Irlanda. Ao longo dos anos, terras irlandesas foram sendo dadas a nobres ingleses como tributo pelos seus serviços. Jaime I promoveu o controlo das terras na ilha pelos ingleses, especialmente na região do Ulster, instituindo um sistema de colonização baseado na pequena propriedade na zona do Ulster (Ulster Plantation), a zona mais rebelde, discriminando os irlandeses.

Em 1641, aproveitando um momento conturbado do reinado de Carlos I que dará início a uma Guerra Civil em Inglaterra em 1642, os irlandeses revoltam-se contra o domínio inglês através de um golpe de Estado que falhou, apesar da não intervenção do exército britâncio, mas resultou no conflito violento denominado de "Guerras Confederadas Irlandesas", entre nativos católicos e colonos ingleses e escoceses. Os irlandeses formaram a Confederação Católica em 1642, que governou grande parte da ilha, alinhada com os realistas britânicos (união pouco pacífica), derrotados pelos republicanos de Inglaterra que formaram a Commonwealth, liderada por Oliver Cromwell. A Inglaterra acaba por invadir a Irlanda entre 1649 e 1650 no âmbito da "Guerra dos 3 Reinos", reconquistando o território de forma violenta, castigando os revoltosos e os seguidores da fé católica, confiscando as suas propriedades e praticando grandes atrocidades. Estima-se que cerca de 1/3 da população da ilha tenha desaparecido durante este período, tendo Cromwell, estabelecido uma nova elite protestante na Irlanda com colonos de Inglaterra, Escócia e do País de Gales através de ofertas generosas de terras, retiradas aos grandes proprietários locais.

Apesar de, com o restauro da Monarquia inglesa, a Irlanda ter ganho autonomia parlamentar, existiram alguns conflitos até ao final do século XVII. A guerra civil entre o James II, católico, e Guilherme de Orange, protestante, em torno do trono inglês após o primeiro ter declarando liberdade religiosa nos seus reinos (Glorious Revolution), teve como palco a ilha durante a "Guerra Jacobita na Irlanda", inserida na "Guerra dos 9 anos". James II foi apoiado pela maioria dos irlandeses católicos, e desse modo usou aquela ilha como base para reconquistar os 3 reinos, mas foi derrotado por Guilherme de Orange na Batalha de Boyne (1960) e de Aughrim (1691), terminando com o conflito, após o qual os irlandeses viveram um período de fome e de perseguições protestantes.

Em 1798, durante o reinado de Jorge III, dá-se outra rebelião irlandesa, uma revolta inspirada nas Revoluções Americana e Francesa, que foi debelada pelo exército britânico, apesar de se terem mantido alguns focos de guerrilha pela Irlanda até 1804, com a rendição de James Corocoran. O conflito gerou dezenas de milhares de mortos, entre os quais muitos civis. Como resposta foi assinado o Ato de União em 1800, um documento que fundiu o reino da Irlanda com o reino da Grã-Bretanha, criando o Reino Unido, um episódio marcado por múltiplos casos de suborno a parlamentares irlandeses pelo governo britânico, inclusive pela oferta de títulos e terras. Apesar de tudo, com o Ato, a discriminação contra a maioria católica foi sendo abolida.
Figura 1- Bandeira da União do Reino das ilhas britânicas ("Union Jack").
Por esta altura surge a figura de Daniel O'Connell, um político irlandês que lutou pela Emancipação Católica, consubstanciada pelo direito dos católicos poderem candidatar-se ao lugar de deputados no Parlamento britânico, mas também para desfazer o Ato de União que combinava os reinos. O movimento "Guerra de Tithe", de desobediência civil não-violenta, nasce entretanto (1830-1836), pontuado com confrontos esporádicos devido à aplicação da dízima (tithe) aos agricultores para manter a estabelecida religião protestante estatal, a Igreja da Irlanda. Em 1835 dá-se o massacre de Rathcormac quando oficiais, reforçados pelo exercito britânico, obrigaram ao pagamento da dízima à população local. O governo britânico, alarmado com a situação, acabou por suspender as coletas até 1839, quando é introduzido o "Ato Comutação da Dízima", que reduz o valor em 1/4 para os não proprietários de terras. A extinção do imposto só sucedeu com o "Ato da Igreja Irlandesa" em 1869.

Entre 1845 e 1852 deu-se o período da Grande Fome, devido à doença da batata, em que a ilha perdeu cerca de 30% da sua população, não só pela morte por falta de alimento, mas pela emigração. A emigração passou a ser um fluxo constante de muitos irlandeses até à década de 60 do século XX, especialmente em direção aos EUA.

No mandato de Charles Stewart Parnell, o Partido Parlamentar Irlandês alcançou proeminência através de  reformas agrícolas para inquilinos, que acalmou a agitação agrária, e com as suas tentativas de ganhar a aprovação de duas propostas de lei  para conceder à Irlanda uma autonomia nacional dentro do Reino Unido (Home Rule Bills). No início do século XX a autonomia da Irlanda parecia possível, mas foi contestada pela Aliança Unionista, um movimento de irlandeses protestantes que temia a perda de privilégios, propondo a "Ulster Coercion Bill" como resposta à vontade em autonomizar a Irlanda. Em 1914, o Primeiro-Ministro britânico Herbert Asquith, temendo uma revolta, prevê a exclusão temporária do Ulster numa autonomia dada à Irlanda, porém, a 1ª Grande Guerra adia a decisão para o fim do conflito. Entretanto, em 1916, dá-se o "Levante da Páscoa", em que os independentistas irlandeses tentaram fundar a República de Irlanda, mas a insurreição foi debelada numa 1 semana pelos britânicos, que executaram os líderes e prenderam milhares de ativistas, para além de instituirem o alistamento obrigatório na Irlanda em 1918, contra a opinião pública local.

Em Janeiro de 1919, os 73 dos 106 membros eleitos para o Parlamento irlandês do Sinn Féin (movimento político independentista, que significa "Nós mesmos"), recusaram tomar os seus lugares na Câmara dos Comuns, no Reino Unido. Em vez disso, eles criaram um Parlamento irlandês chamado Dáil Éireann (câmara baixa do parlamento), que,  em Janeiro de 1919, emitiu uma Declaração de Independência e proclamaram a República da Irlanda. Montou-se uma campanha de guerrilha contra o domínio britânico na ilha, através do denominado de IRA (Irish Republican Army), que havia sido criado em 1918 a partir do grupo paramilitar "Voluntários Irlandeses".

O início da Guerra da independência deu-se a 21 de Janeiro de 1919.  O IRA sob o comando de Dan Breen, matou 2 membros da Royal Irish Constabulary quando eles se recusaram a rendição do seu posto em Soloheadbeg. Nesse dia  o primeiro Dáil (parlamente) reuniu-se na Mansion House em Dublin, para emitir uma nova Declaração de Independência, exigindo a evacuação das forças armadas britânicas, e convidando as “nações livres do mundo” para reconhecer a independência da Irlanda.

Os nacionalistas imitaram as táticas bem sucedidas do Boers da África do Sul, com invasões violentas, rápidas e sem uniforme a propriedades do governo britânico, especialmente para conseguir armas e fundos, assassinando membros proeminentes da administração britânica na ilha. Michael Collins é o principal mentor e defensor deste método de luta, muito devido ao desaire militar de 1916, em que adotaram um modelo de guerra convencional, que era defendido pelo separatista Éamon de Valera, por legitimar a república. A violência usada no início era profundamente impopular para a maior parte da população Irlandesa, mas a maioria foi convencida quando confrontados com a forte resposta britânica, que ao tentar reconquistar seu controlo sobre o país, recorreram frequentemente a represálias arbitrárias de encontro a ativistas republicanos e população civil. O alvo principal do IRA durante todo o conflito foi a força policial católica Irlandesa, Royal Irish Constabulary (RIC), atacando os seus quartéis, que eram uma fonte de armas. A política de ostracismo para com os homens da RIC foi anunciada pelo Parlamento em Abril de 1919, demoralizando os seus efetivos, ocorrendo muitas desistências e diminuindo os recrutamentos, pois a população via-o com maus olhos pelo seu comprometimento com a repressão britânica, por casos como o "Bloody Sunday" em que a RIC abriu fogo sobre uma multidão que assistia a um jogo de futebol gaélico em Croke Park. Porém, alguns homens da RIC cooperaram com o IRA, fornecendo à organização informações valiosas. Outro aspeto do conflito incluiu as greves dos trabalhadores em oposição à presença britânica na Irlanda, caso dos comerciantes e trabalhadores de Limerick em Abril de 1919 e dos estivadores e os trabalhadores de transportes de Dublin em Janeiro de 1920, recusando-se a carregar material de guerra e tropas britânicas.

A Guerra chegou ao fim em Julho de 1921, procedendo-se às negociações do Tratado Anglo-Irlandês em Londres entre representantes do governo britânico, David Lloyd George à cabeça, e delegados irlandeses, liderados por Arthur Griffith, Robert Barton e Michael Collins. O Tratado não foi inteiramente satisfatório para ambos os lados, pois os britânicos deram mais concessões do que aquelas que queriam dar, mas os irlandeses não chegaram a satisfazer todas as suas aspirações. O novo Estado Livre Irlandês, em teoria, cobria toda a ilha, sujeita à condição de que os 6 condados do nordeste, denominados "Irlanda do Norte", poderiam optar por sair e escolher permanecer parte integrante do Reino Unido. Os restantes 26 condados tornaram-se parte do Estado Livre Irlandês, uma monarquia constitucional sobre a qual o monarca britânico reinava com um Governador-Geral. Este domínio foi constituído quando toda a ilha da Irlanda se separou do Reino Unido a 6 de Dezembro de 1922. No entanto, no dia seguinte, o Parlamento da Irlanda do Norte exerceu o seu direito ao abrigo do Tratado Anglo-Irlandês, e optou voltar a pertencer ao Reino Unido, ação conhecida como a "Partição da Irlanda".

O Tratado provocou a divisão das hostes irlandesas, originando a "Guerra Civil Irlandesa", tendo de um lado as forças Anti-Tratado lideradas por Éamon de Valera, e do outro as forças Pró-Tratado, lideradas por Michael Collins, que defendia que o Tratado seria um primeiro passo para alcançar a liberdade, ou nas suas palavras, "não a derradeira liberdade que todos aspiram para desenvolver a Nação, mas a liberdade para alcançá-la". Inicialmente o IRA divide-se em dois campos opostos: o pró-IRA, que apoiava o tratado, e o anti-IRA, que o rejeitava. Michael Collins criou um exército com muitas dezenas de milhares de veteranos da I Guerra Mundial, que impulsionaram as forças pró-tratado. A falta de apoio público para as forças anti-Tratado e a determinação do Governo para superar essas forças, contribuiu significativamente para a sua derrota. Ainda assim Michael Collins acabou por ser assassinado a 22 de Agosto de 1922 numa emboscada quando seguia para Cork, porém a paz viria a acontecer no ano seguinte.

A destruição causada pela guerra causou prejuízos económicos consideráveis para o Estado Livre, endurecendo a posição dos Unionistas da Irlanda do Norte em distanciar-se da restante Irlanda. O seu primeiro-ministro James Craig e sucedâneos praticaram uma política discriminatória contra a minoria nacionalista/católica, dividindo as vilas e cidades da fronteira em distritos eleitorais de modo a dar aos protestantes a maioria num grande número desses distritos e concentrando a maioria dos oponentes no menor número de distritos possível, as eleições regionais foram "arranjadas" para assegurar o controlo protestante dos conselhos locais.

Em Dezembro de 1937 o Estado Livre Irlandês aboliu o gabinete do Governador Geral e acabou por se extinguir pela publicação da nova Constituição irlandesa, criando um novo estado chamado Éire ou Irlanda. Foi criado o cargo de Presidente da República da Irlanda, mas internacionalmente ao chefe de estado do país permanecia o Rei, que cessou com a passagem do Ato de 1948 da República da Irlanda, que entrou em vigor em Abril de 1949, substituído pelo Presidente da Irlanda. A lei declarou que o país poderia ser descrito como uma República.

Anteriormente, durante a 2ª Grande Guerra, existiram ataques por parte de voluntários do IRA entre Setembro de 1942 e Dezembro de 1944 ("Campanha Nortenha"), concebidos pelo comando do norte, na Irlanda do Norte para acabar com o domínio britânico. Entre Dezembro de 1956 a Fevereiro de 1962 surgiu a "Campanha Fronteiriça", um movimento guerrilheiro do IRA contra alvos da Irlanda do Norte, que provou ser um fracasso. Durante a década de 60, o Primeiro-Ministro da Irlanda do Norte, Terence O'Neill tentou reformar o sistema eleitoral que desfavorecia os católicos, mas teve uma forte oposição de protestantes extremistas líderados pelo reverendo Ian Paisley, que ainda articulou grupos paramilitares de combate ao IRA. Na sequência surge o Movimento pelos Direitos Civis, assim como confrontos entre a Royal Ulster Constabulary (RUC) e as populações de fronteira, sendo enviadas forças britânicas para proteger os nacionalistas de ataques.
Figura 3- Marcha pelos Direitos Civis em 30 de Janeiro de 1972.
A 30 de Janeiro de 1972 deu-se o episódio do "Domingo Sagrento" (Bloody Sunday), quando numa marcha da Associação dos Direitos Civis da Irlanda do Norte em Derry foi atacada a tiro por paramilitares britânicos. Este episódio provocou um extremar de posições dos nacionalistas contra o domínio inglês. O  IRA (dividido em Provisional IRA e Official IRA) e a Associação de Defesa do Ulster ganharam força nos diferentes lados da barricada, adoptando campanhas de violência através de diversos assassinatos, envolvendo mesmo civis inocentes, iniciando um perído conhecido por "Troubles". O IRA com a postura de guerrilha, provocou os famosos atentados de Le Mon, de Enniskillen e de Omagh. Alguns políticos britânicos, especialmente o ex-ministro trabalhista Tony Benn, defenderam a retirada britânica da Irlanda, mas sucessivos governos norte-irlandeses opuseram-se, referindo que a retirada britânica criaria um cenário de guerra civil, com um grande êxodo de centenas de milhares de refugiados para o "lado" de cada comunidade, nacionalistas migrando para a Irlanda, e unionistas para a Grã-Bretanha.

O IRA concordou com um cessar-fogo a Fevereiro de 1975, o qual durou apenas 1 ano quando viram que o governo britânico não estava disposto a negociar com eles. Lançaram então uma nova estratégia, "Guerra Longa", que fomentava a guerrilha e aumentava o ênfase na atividade política através do partido Sinn Féin. A campanha armada do IRA deu-se sobretudo na Irlanda do Norte, mas também atacou em Inglaterra, causando 1.100 membros das forças de segurança britânicas e cerca de 630 civis. Em 1981 a greve de fome irlandesa mobilizou a população para ganhar as eleições, surgindo também a Estratégia "Armalite e ballot box", em que o Sinn Féin contestava as eleições na Irlanda do Norte, procurando-se cada vez mais uma ação política para a resolução do conflito, levando a dissociação do Sinn Féin do IRA, que por sua vez, através de negociações com a Administração Pública britânica, declararam um cessar-fogo em 1994, que foi suspenso em Fevereiro de 1996 pela exigência britânica do seu desarmamento, porém, o cessar-fogo voltou em 1997, culminando com o "Acordo de 6ª Feira Santa", assinado em Belfast em Abril de 1998. Somente em Julho de 2005 o IRA anunciou o fim da sua campanha armada, embora ainda existam grupos que contestam o acordo.

O Acordo da 6ª Feira Santa, assinado pelos governos britânico e irlandês e apoiado pela maioria dos partidos políticos norte-irlandeses, tinha por finalidade acabar com os conflitos entre nacionalistas e unionistas sobre a questão da união da Irlanda do Norte com a República da Irlanda, ou sua continuação como parte do Reino Unido, fazendo-se referendos separados que foram apoiados pelos eleitores da República da Irlanda e Irlanda do Norte. Através dele os cidadãos da Irlanda do Norte, para além da cidadania britânica, têm o direito de obter a cidadania irlandesa por nascimento. Como resultado do acordo, a Constituição da Irlanda foi alterada de modo que as pessoas nascidas na Irlanda do Norte têm o direito de serem cidadãos irlandeses da mesma forma como qualquer outro habitante da República da Irlanda.


O irlandês James McCLean, que representa os ingleses do Sundenland, está a ser alvo, na rede social Twitter, de ameaças, algumas delas de morte, depois de ter sido incluído na lista de jogadores chamados por Giovanni Trapattoni para o Campeonato da Europa.

O jogador nasceu em Derry, cidade da Irlanda do Norte — cujas seleções de formação chegou a representar —, mas como muitos católicos do Ulster tem dupla nacionalidade, pelo que pode representar a República da Irlanda.

A seleção da Irlanda do Norte, tal como muitos dos clubes do campeonato norte-irlandês, é seguida, na sua maioria, por adeptos protestantes, conhecidos pelo seu sectarismo, pelos insultos e ameaças de morte que fazem a futebolistas católicos.

McClean, porém, não deixou os seus críticos sem resposta. De uma forma tão dura quão irónica. «Os latidos dos cães dos chocados adeptos da Irlanda do Norte encantam-me, devem estar preocupados por verem o seu país no Europeu... Oh, espera, estou equivocado, risos», escreveu o jogador numa alusão à ausência do Ulster do torneio.

Antes, o extremo de 23 anos, declarara o seu orgulho por poder representar a República do campeonato. «Absolutamente honrado, não podia estar mais feliz por ter sido chamado a representar o meu país no Euro», escreveu o jogador no Twitter.

A tensão entre as duas federações de futebol da ilha tem crescido nos últimos anos devido à fuga de jogadores católicos do norte para as equipas da República da Irlanda.

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