Peter Villax é um herdeiro de origem búlgara e francesa... portanto, não se deve incluir no "pacote" em que insere os portugueses, os "preguiçosos", mas que lá fora, na França, Alemanha e Luxemburgo, são vistos como bons trabalhadores. Se calhar nem é "8 nem 80", mas acho presunçoso alguém que teve tudo de "mão beijada" vir criticar um povo, especialmente a camada mais pobre que, segundo o administrador da Hovione, está condenada a essa condição pelo facto de não trabalharem, pois nas palavras de Villax: "O trabalho liberta-nos da pobreza!". É... mas pelos vistos não nos liberta da imbecilidade!
A entrevista também tem aspectos muito positivos e interessantes, mas confesso que fiquei logo desmotivado quando cheguei aquela parte do diálogo. Devo relembrar-lhe que Passos Coelho não taxou os ricos, mas apenas aqueles que trabalham, desta ultima vez atingindo os que até ganham bastante bem relativamente à media nacional, mas que efectivamente o fazem a conta de outrém. O problema é que a crise foi provocada pelos ricos e políticos, mas quem a paga a factura são sempre os mesmos. Mas sim, a ideia de Passos Coelho de taxar as empresas com lucros acima de 1.5 milhões e depois vir baixar a TSU é tudo menos coerente na tentativa de dinamizar a economia e criar empregos.
" (...) Baixar a taxa máxima de IRS de accionistas de referência em 1% por cada 250 empregos novos gerados (...)" é de facto uma ideia... com ideias tão boas porque é que este cavalheiro não se mete na política? A crítica aos políticos é bastante válida, pois muitas vezes "dizem alhos, mas fazem bogalhos", mas a mudança de mentalidade só será feita quando as pessoas de bem e cheias de projectos se inserirem nesse meio para tentar fazer algo pela causa pública, caso contrário fica tudo entregue à "bicharada", como acontece actualmente. E desse ponto de vista parece-me que o problema da falta de produtividade do país não é do trabalhador português, mas do dirigente português!
http://www.ionline.pt/conteudo/146726-peter-villax-os-portugueses-nao-gostam-trabalhar
O herdeiro da Hovione diz que só se lembram dos ricos para pagar impostos, mas não os desafiam a criar riqueza. "O empresário português é um privilegiado..."