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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Expresso: "Bastonário dos médicos sugere imposto sobre a fast food"

Esta proposta de José Manuel Silva é bastante razoável, permitindo ao Estado encaixar verbas para financiar o Sistema Nacional de Saúde (SNS), ao mesmo tempo que, tal como o tabaco, poderá evitar um maior consumo deste género de produtos, que geralmente são de importação, ajudando um bocadinho relativamente ao défice da nossa balança comercial, e extremamente perniciosos à saúde, o que poderá ter um efeito positivo na saúde geral dos portugueses, evitando o recurso ao SNS e ao consumo de medicamentos.
O aumento do escalão do IVA em alguns destes produtos (refrigerantes, batatas-fritas, etc.), como Teixeira dos Santos desejava, seria uma medida interessante e que não deve ser descartada só porque vinha do anterior governo... os aumentos brutais nos transportes públicos, gás e electricidade é que são completamente criminosos.
Apesar de haver uma falta de imaginação nos membros do Governo para este tipo de soluções, ao menos que aproveitem as ideias dos outros...
O novo imposto serviria para financiar o Serviço Nacional de Saúde.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

i: "Peter Villax. «Os portugueses não gostam de trabalhar»"

Peter Villax é um herdeiro de origem búlgara e francesa... portanto, não se deve incluir no "pacote" em que insere os portugueses, os "preguiçosos", mas que lá fora, na França, Alemanha e Luxemburgo, são vistos como bons trabalhadores. Se calhar nem é "8 nem 80", mas acho presunçoso alguém que teve tudo de "mão beijada" vir criticar um povo, especialmente a camada mais pobre que, segundo o administrador da Hovione, está condenada a essa condição pelo facto de não trabalharem, pois nas palavras de Villax: "O trabalho liberta-nos da pobreza!". É... mas pelos vistos não nos liberta da imbecilidade!

A entrevista também tem aspectos muito positivos e interessantes, mas confesso que fiquei logo desmotivado quando cheguei aquela parte do diálogo. Devo relembrar-lhe que Passos Coelho não taxou os ricos, mas apenas aqueles que trabalham, desta ultima vez atingindo os que até ganham bastante bem relativamente à media nacional, mas que efectivamente o fazem a conta de outrém. O problema é que a crise foi provocada pelos ricos e políticos, mas quem a paga a factura são sempre os mesmos. Mas sim, a ideia de Passos Coelho de taxar as empresas com lucros acima de 1.5 milhões e depois vir baixar a TSU é tudo menos coerente na tentativa de dinamizar a economia e criar empregos.

" (...) Baixar a taxa máxima de IRS de accionistas de referência em 1% por cada 250 empregos novos gerados (...)" é de facto uma ideia... com ideias tão boas porque é que este cavalheiro não se mete na política? A crítica aos políticos é bastante válida, pois muitas vezes "dizem alhos, mas fazem bogalhos", mas a mudança de mentalidade só será feita quando as pessoas de bem e cheias de projectos se inserirem nesse meio para tentar fazer algo pela causa pública, caso contrário fica tudo entregue à "bicharada", como acontece actualmente. E desse ponto de vista parece-me que o problema da falta de produtividade do país não é do trabalhador português, mas do dirigente português!

http://www.ionline.pt/conteudo/146726-peter-villax-os-portugueses-nao-gostam-trabalhar


O herdeiro da Hovione diz que só se lembram dos ricos para pagar impostos, mas não os desafiam a criar riqueza. "O empresário português é um privilegiado..."

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Visão: "Governo anuncia mais impostos e congelamento de salários"

Ontem, Vítor Gaspar apresentou o Documento de Estratégia Orçamental (2011-2015) para o mandato de 4 anos do Governo de coligação. Anunciou duas taxas adicionais: uma para os contribuintes com rendimentos mais elevados e outra taxa para as empresas com lucros acima de 1.5 milhões de euros. O Ministro prevê uma receita "pouco inferior a 100 milhões de euros", justificando as medida como "parte de um conjunto de medidas de equidade social na austeridade", medidas essas que "são pedidas durante esta grave crise, grave crise que superaremos".

Para quem condenava o anterior Governo de apresentar medidas "às mijinhas", parece que este governo de coligação segue os mesmos princípios dos PECs socráticos. Mais uma vez "areia é atirada para os olhos do cidadão comum", as fortunas continuarão a não ser taxadas, fazendo novamente escapar os "ricos" do radar da austeridade do Governo. A simulação de equidade social irá penalizar a classe média alta que trabalha por conta de outrém, que também deixará de ter deduções ao IRS (isto sim, acho aceitável). Por sua vez, a ideia de taxar os lucros das empresas entram em contradição com as medidas de abaixamento da TSU, pois não é objectivo do Governo incentivar as empresas ao investimento e à criação de empregos na nossa economia? Esse dinheiro cobrado pelo Estado será aquele que, possivelmente, as empresas utilizariam para esses fins.

A redução da despesa é que está complicada... lança-se muito alarido e propaganda, especialmente pelo Ministro da Economia e das Finanças, mas até agora, para lá das intenções, sabe-se pouco relativamente à forma como irá ser feita. O que é certo é que o Ministro da Saúde lá vai fazendo o seu trabalho sem muito espectáculo para a comunicação social, cortando a torto a direito. 

Mencionam-se muitas vezes as "gorduras" do Estado, que têm de ser cortadas e tal... mas até agora o governo só tem atacado o músculo e o esqueleto, ou sejam, a função pública e as políticas sociais. O que entendo por "gordura" do Estado são as medidas despesistas e irresponsáveis da parte dos governantes em algo profundamente desnecessário, mal negociado e sem efeitos práticos para uma melhoria de vida dos portugueses. Quando referem a intenção de reduzir 10.000 funcionário públicos e o congelamento dos seus salários, por 3 ou mais anos, parece-me mais um ataque à Administração Pública e não os tais cortes a gastos supérfluos.

Nem tudo são más notícias! Parece que Vítor Gaspar tem a intenção de que os Governos Regionais da Madeira e dos Açores tenham os seus próprios programas de austeridade, fazendo-os partilhar as agruras da crise económica que se abateu sobre o país e que eles próprios, especialmente Alberto João Jardim, ajudaram a criar.

http://aeiou.visao.pt/governo-anuncia-mais-impostos-e-congelamento-de-salarios=f619928

O ministro das Finanças anunciou esta tarde uma "taxa adicional de 2,5%" para os contribuintes com rendimentos mais elevados e uma outra de 3% para as empresas com lucros acima de 1,5 milhões de euros. Os salários do setor público vão continuar congelados por mais dois anos.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Diário de Notícias: "IVA sobre electricidade e gás sobe já em Setembro"

Para quem era inconcebível a proposta dos socialistas de aumento do IVA em sumos, refrigerantes, leite com chocolate, fraldas, etc., porque achavam que não eram "bens de luxo"... já no caso do gás e da electricidade consideram que esses sim, são bens integrantes dessa categoria! O aumento já estava anunciado, mas não é nada meigo e foi antecipado! Lá vou ter eu de desencantar as velas... 

http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=1950882

sexta-feira, 15 de julho de 2011

E para variar...

Voltam a ser os mesmos a pagar a factura. Os trabalhadores e os pensionistas são novamente o único "saco de pancada" do Governo com este imposto extraordinário, até porque os rendimentos provenientes de ganhos financeiros, juros e dividendos não serão alvo deste imposto.

E medidas para o corte na despesa? Até agora só Assunção Cristas apresentou uma medida nessa perspectiva, se é que podemos chamar aquilo de uma medida séria... banir gravatas do Ministério para poder poupar em ar condicionado. Porém, um euro é sempre um euro e a medida é chique e extremamente essencial para um Ministério que dispõe das pastas da Agricultura, Desenvolvimento Rural, Pesca, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território (não faltou nada, pois não?).

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Passos Coelho: a contradição humana

O que mais me irrita na política é políticos que querem passar por não-políticos. Dizem mal do político comum, afirmando a sua diferença... são os puros e verdadeiros, mas na realidade acabam por ser os maiores políticos de entre todos eles, fazendo tudo aquilo que antes condenavam aos outros, passeando por entre a população com uma auréola de santidade em cima da cabeça... caso do nosso Presidente da República e do nosso 1º Ministro.
Figura 1- Passos Coelho acenando ao povo com um largo sorriso amarelo.
Passos Coelho contradisse-se várias vezes durante a campanha eleitoral, foi o caso do IVA, do TSI, da despenalização do aborto, cortes ao subsídio de Natal e por aí adiante. Jurou falar verdade e que não iria prometer o que não podia cumprir, também referiu que não se iria desculpar com a herança do passado para meter as mãos à obra, um verdadeiro “messias” de facto. O que é certo, é que o que foi dito por ele em campanha, não deve ser levado à letra, e ora aqui está o verdadeiro político a emergir das sombras. Na 3ª feira, para justificar a introdução do imposto extraordinário, referiu a existência de um “desvio colossal das contas orçamentais” sobre o que havia sido anunciado pelo governo anterior, isto apesar das notícias recentes de que Teixeira dos Santos teria deixado uma folga considerável no orçamento para o actual governo.
Os socialistas pediram justificações com números ao 1º Ministro, que, tal como é apanágio do seu mentor (o Presidente da República), remeteu-se ao silêncio na altura em que era realmente necessário falar. No fundo o que se está a tentar implementar é a opção do Governo em querer ir mais além do memorando da troika, falta é a coragem para admiti-lo perante as agruras que isso irá trazer para os portugueses, até porque, durante a campanha eleitoral, Passos Coelho sempre afirmou não acreditar nos números que o Governo apresentava relativamente ao défice e execução orçamental. Para além desta contradição,  de que não iria trazer bagagem do passado para justificar a acção governativa, acaba por dar razão à Moody’s e incentivá-la, assim como às outras agências de rating, a baixar o nível da dotação do país nos mercados internacionais.  

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Portugal no Lixo

Por mais que se faça... passar de um governo de centro esquerda, para um governo de direita liberal, anunciar consensos em termos de política sócio-económica entre as 3 principais forças políticas do país para um programa de austeridade, privatizações a torto e a direito, diminuição da carga fiscal para as empresas, criar impostos extraordinários e eliminação de deduções fiscais para os trabalhadores, cortar indiscriminadamente na despesa do Estado... as agências de rating vão continuar a fazer o que lhes apetece, sem qualquer fundamentação com conhecimento de causa. 
Figura 1- Tio Patinhas vela pelo dinheiro que os sobrinhos teimam em brincar. 
Fala-se em criar uma agência de rating europeia... já as houve e provavelmente ainda as há... o problema é que o "crédito" que o mundo financeiro dá às suas indicações é nulo... vai todo para as norte-americanas Moody's, Fitch e Standard & Poor's, que por sua vez são remuneradas por empresas, Estados, bancos, ou seja, pelas mesmas entidades que são por si avaliadas, e sabe-se lá que outros interesses poderão ter as pessoas trabalham nessas agências nas várias entidades a que atribuem notação de crédito. 

Curiosamente, a "crise económica mundial" tem uma boa parte de responsabilidade nestas agências de rating, pois falharam em toda a linha nas avaliações de risco de empréstimo e investimento a entidades que acabaram por falir... numa altura em que davam a mais alta notação de crédito às mesmas.